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Estudo: nova f√≥rmula da aspirina pode combater 11 tipos de c√Ęnceres

Uma nova vers√£o da aspirina pode diminuir os tumores e atacar 11 formas diferentes de c√Ęncer, de acordo com pesquisa. A nova f√≥rmula tamb√©m √© mais segura do que a encontrada nas farm√°cias atualmente, que tem hemorragia, √ļlcera e insufici√™ncia renal na lista de efeitos colaterais. As informa√ß√Ķes s√£o do Daily Mail.

A nova aspirina √© mais potente do que a antiga, de modo que requer doses mais baixas para ser eficaz, minimizando os efeitos secund√°rios causados pelo medicamento. Os cientistas descobriram que a f√≥rmula pode reduzir o crescimento de 11 diferentes tipos de c√©lulas cancer√≠genas que provocam a doen√ßa no p√Ęncreas, c√≥lon, pr√≥stata, mama e leucemia – sem prejudicar as c√©lulas normais.

At√© o momento, a droga, nomeada como Aspirina Nosh, s√≥ foi testada em animais. Neles, o medicamento mostrou 85% de efic√°cia no combate ao c√Ęncer, sem causar preju√≠zos para o organismo.

O autor do estudo, Khosrow Kashfi, do The City College de Nova York, disse que a Aspirina Nosh poderia ser usada em conjunto com outros rem√©dios para diminuir tumores antes de cirurgias ou sess√Ķes de quimioterapia. Uma pesquisa anterior mostrou que a aspirina antiga pode reduzir o tamanho de tumores em at√© 50%. Mas o uso da velha f√≥rmula tem efeitos colaterais graves.

O grande diferencial da nova droga √© o composto mais potente com o m√≠nimo de toxicidade para as c√©lulas. Ela √© baseada em um h√≠brido de duas formula√ß√Ķes anteriores. Kashfi disse que o pr√≥ximo passo para que o medicamento chegue √†s farm√°cias √© fazer testes de toxicidade e cl√≠nicos.

Fonte: Terra Sa√ļde

Ap√≥s alerta de risco de c√Ęncer, Coca pode mudar f√≥rmula de corante

Pesquisa americana afirma que subst√Ęncia seria cancer√≠gena.
Fabricante diz que químico é seguro, mas pode reduzir sua quantidade.

A fabricante de refrigerantes Coca-Cola informou que pode reduzir a quantidade de um químico encontrado no corante caramelo após ele ter sido considerado cancerígeno pela lei do estado americano da California e por um estudo feito por um grupo de defesa do consumidor nos Estados Unidos.

Segundo as ag√™ncias de not√≠cias Reuters e AFP, tanto Coca-Cola quanto Pepsi v√£o fazer a redu√ß√£o na Calif√≥rnia. Ao G1, a assessoria de imprensa da Coca-Cola no Brasil informou que a medida ‚Äúpode‚ÄĚ ser tomada no estado americano, mas afirmou que n√£o se trata de uma altera√ß√£o na f√≥rmula.

“O corante caramelo utilizado em nossos produtos √© absolutamente seguro. Coca-Cola n√£o alterar√° sua f√≥rmula mundialmente conhecida. Mudan√ßas no processo de fabrica√ß√£o de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, n√£o t√™m potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola. Ao longo dos anos j√° implementamos outras mudan√ßas no processo de fabrica√ß√£o de ingredientes sem, entretanto, ter alterado nossa f√≥rmula secreta. Continuamos a nos orientar por evid√™ncias cient√≠ficas s√≥lidas para garantir que nossos produtos sejam seguros. O elevado padr√£o de qualidade e seguran√ßa dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade”, disse a Coca-cola, em nota.

A AmBev, respons√°vel pela Pepsi no Brasil, ainda n√£o se pronunciou a respeito.

A controv√©rsia envolvendo o corante caramelo √© antiga e atingiu seu pico nas √ļltimas semanas. Em janeiro, o qu√≠mico 4-metil imidazol (4-MI) entrou na lista de subst√Ęncias consideradas de risco na Calif√≥rnia.

Nesta semana, um estudo conduzido por um grupo de defesa ao consumidor ( o Centro de Ci√™ncia de Interesse P√ļblico — CSPI, na sigla em ingl√™s) afirmou que o 4-MI causaria c√Ęncer em animais.

Na pesquisa recente do CSPI, latinhas vendidas em Washington tinham entre 103 e 153 microgramas da subst√Ęncia. A legisla√ß√£o da Calif√≥rnia prev√™ que o limite considerado seguro para o consumo em uma latinha √© de 29 microgramas (milion√©simos de grama) de 4-MI.

Pelas normas brasileiras, estabelecidas pela Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa), o uso da subst√Ęncia na produ√ß√£o de corantes √© permitido, ‚Äúdesde que o teor de 4-metil imidazol n√£o exceda no mesmo a 200mg/kg (duzentos miligramas por quilo)‚ÄĚ.

Segundo o toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assist√™ncia Toxicol√≥gica do Hospital das Cl√≠nicas da Universidade de S√£o Paulo (Ceatox), a subst√Ęncia se mostrou t√≥xica para ratos e camundongos na concentra√ß√£o de 360 mg/kg, que √© pouco menos que o dobro do limite legal no Brasil.

A vigil√Ęncia sanit√°ria dos Estados Unidos (a FDA ‚Äď Administra√ß√£o de Comida e Drogas, na sigla em ingl√™s), afirmou n√£o acreditar que os refrigerantes causassem um risco real de c√Ęncer, mas que iria investigar a acusa√ß√£o do grupo. ‚ÄúUm consumidor teria que consumir bem mais de mil latas de refrigerante por dia para alcan√ßar as doses administradas [dadas aos animais] nos estudos que mostraram rela√ß√£o com o c√Ęncer em roedores‚ÄĚ, afirmou Doug Karas, porta-voz do FDA.

Na quinta-feira, ao G1, A Coca-Cola informou em nota que os ingredientes e as quantidades utilizados nos seus produtos ‚Äúseguem rigorosamente os limites estabelecidos pela Anvisa e pelo Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento‚ÄĚ.

Já a AmBev informou que a PepsiCo faz parte da Associação Americana de Bebidas, que se posicionou oficialmente:

‚ÄúIsso n√£o √© nada mais que uma t√°tica de pavor do CSPI e suas afirma√ß√Ķes s√£o ultrajantes. A ci√™ncia simplesmente n√£o mostra que o 4-MI em alimentos ou bebidas seja uma amea√ßa √† sa√ļde humana. Na verdade, dados de ag√™ncias reguladoras em todo o mundo, incluindo o FDA, a Autoridade Europeia de Sa√ļde Alimentar e a Sa√ļde Canad√° consideram o corante caramelo seguro para uso em alimentos e bebidas. O CSPI alega fraudulentamente que est√° operando em interesse da sa√ļde p√ļblica, quando est√° claro que sua √ļnica motiva√ß√£o √© assustar o povo americano‚ÄĚ, acusou a associa√ß√£o.

Fonte: G1

Tiques nervosos atingem uma em cada seis crianças

Os movimentos ou sons repentinos e repetitivos, alheios à vontade e controle da pessoa, são mais frequentes do que se acredita nas crianças. Eles afetam uma em cada seis, 16,86%, embora costumem desaparecer ou diminuir com a idade.

“Antes se achava que era um transtorno raro e, como unicamente era estudado em pacientes que se consultavam por causa disso, s√≥ se viam tiques nervosos graves. Agora se sabe que a maioria s√£o transtornos leves, que n√£o t√™m repercuss√£o funcional”, explicou a neurologista Esther Cubo.

Segundo o neuropediatra Emilio Fern√°ndez-√Ālvarez, do Hospital Sant Joan de D√©u, em Barcelona, “os tiques nervosos n√£o s√£o uma doen√ßa mental nem podem causar uma patologia deste tipo. As crian√ßas que apresentam tiques nervosos t√™m n√≠veis de intelig√™ncia perfeitamente normais”.

Sacudir ou inclinar a cabeça, roer as unhas ou os lábios, tapar a boca com a mão, mexer no cabelo toda hora, franzir a testa, esticar o pescoço, pigarrear, tragar saliva, arrancar pelos dos supercílios, ficar piscando ou fechando os olhos, entre outros.

O repert√≥rio de tiques nervosos, essas contra√ß√Ķes involunt√°rias que envolvem um determinado grupo de m√ļsculos, √© t√£o amplo como grande a preocupa√ß√£o dos pais, quando observam que seu filho ou filha adotou o “desagrad√°vel costume” de realizar estes movimentos de forma repetitiva e frequentemente espasm√≥dica.

Quando o corpo se rebela
“Na crian√ßa, os tiques nervosos adotam muitas formas, mudam de forma e ao longo de sua evolu√ß√£o variam em sua localiza√ß√£o como em sua intensidade. Podem se dividir em tiques nervosos motores simples, que implicam um s√≥ m√ļsculo ou grupo muscular, tiques nervosos motores complexos (um movimento elaborado que envolve v√°rios grupos musculares, e tiques nervosos f√īnicos, quando se expressa com vocaliza√ß√Ķes, ru√≠dos simples ou linguagem articulada”, explicou o neuropediatra.

Segundo Emilio, autor do livro Entendendo os Tiques Nervosos (tradu√ß√£o livre), os tiques s√£o a express√£o de um transtorno org√Ęnico, embora fatores emocionais possam representar um papel em sua express√£o, s√£o o transtorno do movimento mais frequente na crian√ßa, predominam nos meninos e afetam entre 3% e 6% das crian√ßas de 6 a 11 anos de idade.

Os tiques nervosos costumam começar entre os 5 e 10 anos: 99% dos casos, antes dos 15 anos, por definição são transitórios e desaparecem espontaneamente antes de um ano.

Os tiques nervosos cr√īnicos e a S√≠ndrome de Tourette, um transtorno neurol√≥gico caracterizado por movimentos repetitivos, estereotipados e involunt√°rios e a emiss√£o de sons vocais, desaparecem espontaneamente, em 70% dos casos antes dos 17 anos de idade” segundo o especialista da AEPED .

De acordo com o médico, para o manejo clínico dos tiques nervosos são essenciais uma correta informação das peculiaridades do processo, que nem sempre pode se considerar uma doença, e avaliação dos transtornos associados.

“Nos casos leves a informa√ß√£o e o acompanhamento evolutivo pode ser suficiente, enquanto o tratamento farmacol√≥gico deve ser reservado para os casos nos quais os tiques nervosos criam problemas moderados ou graves na crian√ßa ou seu ambiente escolar, o que ocorre mais frequentemente com os tiques nervosos f√īnicos”, segundo o especialista.

Fonte: Terra Sa√ļde

Remo√ß√£o de pr√≥stata √© eficaz contra c√Ęncer ‘incur√°vel’

Cirurgia funciona nos casos em que a radioterapia n√£o resolve.
Pesquisa internacional foi liderada por brasileiro.

A cirurgia de remo√ß√£o da pr√≥stata √© mais eficaz do que se pensava nos casos em que o c√Ęncer reaparece no √≥rg√£o. A chamada ‚Äúcirurgia de resgate‚ÄĚ se oferece cada vez mais como uma cura para os pacientes em que a radioterapia n√£o acabou com a doen√ßa, segundo estudo liderado pelo urologista brasileiro Daher Chade, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York, que contou com a participa√ß√£o de acad√™micos de todo o mundo, inclusive da Universidade de S√£o Paulo (USP).

A pesquisa apresentada no √ļltimo congresso da Associa√ß√£o Europeia de Urologia, na Fran√ßa, foi uma compila√ß√£o de v√°rios estudos anteriores — o que √© conhecido pelos cientistas como metan√°lise.

O que é?
Tradicionalmente, h√° duas formas de tratar o c√Ęncer de pr√≥stata, quando ele √© diagnosticado no in√≠cio, ainda localizado: a radioterapia e a cirurgia.

A cirurgia √© a remo√ß√£o total da pr√≥stata, das ves√≠culas seminais e dos g√Ęnglios. Essa cirurgia pode ser feita com acesso aberto, com a ajuda de uma c√Ęmera ‚Äď laparoscopia ‚Äď ou com um bra√ßo rob√≥tico. Os dois √ļltimos m√©todos t√™m uma recupera√ß√£o mais f√°cil, pois s√£o menos invasivos, mas as tr√™s t√©cnicas n√£o t√™m diferen√ßa do ponto de vista do efeito sobre o c√Ęncer.

Se o tumor ainda n√£o tiver atingido outros √≥rg√£os, a cirurgia elimina o c√Ęncer. Por√©m, metade dos pacientes que passam pela cirurgia sofre com a impot√™ncia sexual, e 15% deles t√™m incontin√™ncia urin√°ria.

Por isso, muitos pacientes optam pela radioterapia. O tratamento com raios X não implica a retirada da próstata, por isso não dá tantos efeitos colaterais. Porém, nem sempre o tumor é completamente removido.

O foco da pesquisa liderada por Chade foi esse tipo de c√Ęncer reincidente. ‚ÄúQuando isso acontece, os m√©dicos vinham considerando incur√°vel‚ÄĚ, afirmou o urologista.

A quimioterapia, segundo ele, √© ‚Äúpaliativa‚ÄĚ, pois n√£o resolve o problema, apenas controla a doen√ßa por mais tempo. Al√©m disso, o paciente precisa fazer tratamento hormonal, cujos efeitos colaterais sobre a pot√™ncia sexual s√£o at√© mais fortes que os da cirurgia.

O que esse estudo comprovou foi que a cirurgia de remo√ß√£o funciona como uma cura tamb√©m nesses casos em que o c√Ęncer ressurge ‚Äď desde que localizado ‚Äď, e n√£o s√≥ no primeiro surgimento do tumor. ‚ÄúA t√©cnica n√£o √© nova, o que √© novidade √© a aplica√ß√£o da cirurgia nesses casos‚ÄĚ, disse o m√©dico.

Segundo Chade, praticamente 100% os pacientes que tentavam a cirurgia nesses casos sofriam de impot√™ncia e de incontin√™ncia. ‚ÄúHoje, descobrimos 50% de impot√™ncia e 15% de incontin√™ncia. S√£o dados parecidos com os da primeira cirurgia‚ÄĚ, apontou.

‚ÄúA grande novidade, que ningu√©m tinha juntado os dados ainda, √© a respeito das complica√ß√Ķes‚ÄĚ, concluiu o pesquisador.

Na vis√£o dele, o estudo traz mais uma op√ß√£o de tratamento para um caso que era visto com pouca esperan√ßa no meio. ‚ÄúAgora depende de, no dia-a-dia, os m√©dicos aplicarem o que foi descoberto‚ÄĚ, ele disse.

Fonte: G1

Estudo: mudança para horário de verão aumenta risco de infarto

Apesar de a mudan√ßa para o hor√°rio de ver√£o ser uma desculpa perfeita para chegar uma hora atrasado ao trabalho, ela causa preju√≠zos √† sa√ļde e deve ser vista com aten√ß√£o. Cientistas da Universidade de Alabama descobriram que a troca abrupta de hor√°rios aumenta em 10% as chances de ataques card√≠acos. As informa√ß√Ķes s√£o do Daily mail.

O impacto da alteração na programação diária da pessoa começa a ser sentido no domingo Рjá que o horário muda sempre de sábado para domingo -, mas é na segunda-feira que risco de problemas no coração é maior.

A justificativa para este fen√īmeno ainda n√£o foi descoberta, mas, segundo o especialista Martin Young, “a priva√ß√£o do sono, rel√≥gio circadiano do corpo e todas as respostas imunes podem entrar em jogo quando se considera raz√Ķes que a mudan√ßa do tempo pode ser prejudicial para a sa√ļde de algu√©m.”

Como se preparar
No fim de semana da mudança, acorde 30 minutos mais cedo no sábado e domingo. Pratique exercícios à luz do sol logo pela manhã.

Sincronizar o ritmo circadiano a um ambiente em mudan√ßa pode levar algum tempo. Por isso, o ideal √© se preparar para a troca de hor√°rios alguns dias antes. “Isso ajuda a redefinir tanto o rel√≥gio central no c√©rebro que reage √†s mudan√ßas de ciclos luz/obscuridade, e os rel√≥gios perif√©ricos – que reagem √† ingest√£o de alimentos e atividade f√≠sica”.

Young alertou que a privação do sono causa aumento de peso, risco de diabetes e doenças cardíacas. Além disso, o hábito pode contribuir para um ataque cardíaco, pois altera o processo de resposta inflamatória do organismo.

Fonte: Terra Sa√ļde

OMS diz que subst√Ęncia reduz complica√ß√Ķes da cirurgia de aborto

Misoprostol é usado como abortivo e tem venda proibida no Brasil.
Médicos viram benefícios em uso associado a cirurgias.

O uso do medicamento misoprostol antes de cirurgias de aborto diminui os riscos de complica√ß√Ķes em at√© um ter√ßo, segundo um estudo publicado online na revista m√©dica ‚ÄúThe Lancet‚ÄĚ.

O misoprostol √© usado em hospitais para induzir o parto em mulheres com dificuldades para ter dilata√ß√£o e para expulsar fetos presos no √ļtero ap√≥s abortos naturais. No mercado negro, √© usado como abortivo com o nome comercial ‚ÄúCytotec‚ÄĚ. Sua venda ao p√ļblico em geral √© proibida desde 1998 no Brasil. Apenas uma empresa tem autoriza√ß√£o no pa√≠s para fabricar misoprostol e apenas para uso hospitalar.

O uso da subst√Ęncia como abortivo √© extremamente arriscado, segundo os m√©dicos. Os efeitos colaterais s√£o hemorragia, dor intensa, n√°useas e v√īmitos. O aborto pode n√£o ser total e causar deforma√ß√Ķes no feto. Tamb√©m h√° risco de morte para a m√£e.

O aborto √© proibido no Brasil, considerado um ‚Äúcrime contra a vida‚ÄĚ. A pena no C√≥digo Penal para uma mulher que aborta pode chegar a tr√™s anos de pris√£o. Terceiros que fa√ßam um aborto em uma gestante podem ficar presos por at√© quatro anos. Abortos sem o consentimento da mulher ou em menores de 14 anos t√™m pena de at√© 10 anos. Se a gestante morrer em consequ√™ncia do procedimento, o tempo de pris√£o √© dobrado.

O procedimento só é autorizado em casos de gravidez resultante de estupro ou de risco de morte da gestante.

O estudo publicado nesta quinta-feira (8) foi feito pela Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde (OMS) e analisou apenas os efeitos do medicamento em seu uso associado a cirurgias abortivas em pa√≠ses onde o aborto √© permitido por lei.

Das 4.972 mulheres que passaram por abortos estudadas (todas com menos de 12 semanas de gestação), aquelas que receberam o misoprostol até três horas antes da operação tiveram um terço menos chances de sofrer uma complicação, como uma eliminação incompleta do embrião, hemorragia, dores e náuseas.

Segundo os autores do estudo, o uso do rem√©dio nesses casos pode ser positivo ‚Äď desde que as mulheres sejam informadas de seus riscos e efeitos.

Fonte: G1

Termogênico emagrece? Veja como eles agem

Algumas pessoas frequentam academias, praticam esportes ou correm em parques durante a semana mas, ao chegar o final do m√™s o resultado na balan√ßa √© quase nulo. Ent√£o, aparecem an√ļncios de produtos milagrosos que ajudam a queimar mais calorias durante os exerc√≠cios e na perda de v√°rios quilos em um curto per√≠odo de tempo: os termog√™nicos. Este p√ļblico se apoia nestas subst√Ęncias que, al√©m de n√£o serem milagrosas, podem trazer riscos graves √† sa√ļde.

“A amiga chega, diz que tomou comprimidos e emagreceu tantos quilos, a√≠ a outra compra e come√ßa a tomar. S√≥ que a amiga malhou como louca, por isso perdeu e a outra n√£o”, exemplificou o endocrinologista T√©rcio Rocha. Segundo ele, os produtos termog√™nicos vendem promessas que n√£o podem cumprir, como, por exemplo, a elimina√ß√£o de gordura localizada. “O termog√™nico aumenta a capacidade de desprender calorias e eleva a temperatura interna do corpo”, definiu o profissional.

O problema come√ßa quando, durante o uso do produto, o resultado n√£o √© obtido. “Sem exerc√≠cios, o termog√™nico n√£o ajuda em nada”, ressaltou Rocha. Ent√£o, a pessoa aumenta a dose e fica sujeita √† taquicardia, press√£o alta, acidentes vasculares cerebrais, altera√ß√£o de humor, ins√īnia, ansiedade, falta de ar, problemas no f√≠gado e rins, complica√ß√Ķes nos pulm√Ķes e insufici√™ncia card√≠aca, segundo o endocrinologista.

A principal subst√Ęncia termog√™nica √© a efedrina – proibida no Brasil e nos EUA -, de acordo com a presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosana Radominski. No Brasil, os suplementos s√£o feitos √† base de cafe√≠na, disse ela. Por√©m, diferente da efedrina e da anfetamina – que t√™m efeito mais agressivo – o corpo se adapta facilmente √† cafe√≠na, por isso ela deixa de aumentar o gasto cal√≥rico no organismo.

Ação no organismo
Os termog√™nicos aumentam a temperatura corporal e os batimentos card√≠acos, o que d√° mais disposi√ß√£o e energia para praticar atividades f√≠sicas. “A pessoa fica agitada”, explicou Rosana. O sangue circula em velocidade mais elevada pelo organismo e ocorre a dilata√ß√£o das veias. No entanto, Rosana afirmou que a quantidade de subst√Ęncias termog√™nicas nos suplementos regularizados √© inferior √† necess√°ria para emagrecer.

“A efedrina ajudaria a perder peso se ingerida em altas doses, mas a√≠ v√™m os riscos”, disse ela. Com isso, o efeito destes produtos √© como o de um placebo, afirmou a endocrinologista. O mesmo acontece com suplementos a base de L-Carnitina e Taurina – amino√°cidos j√° produzidos pelo organismo. “Eles tamb√©m n√£o aumentam o gasto de energia e n√£o ajudam a emagrecer”, disse Rosana.

De acordo com o personal trainer Bruno Franco, os termog√™nicos √† base de efedrina e anfetaminas tinham um efeito mais r√°pido, no entanto, os vendidos hoje, feitos com subst√Ęncias legais, n√£o surtem tanto efeito. “As doses de taurina e cafe√≠na s√£o baixas, por isso os termog√™nicos aumentam muito pouco o gasto cal√≥rico”, disse ele. Aumentar a dosagem para compensar a concentra√ß√£o da subst√Ęncia √© um risco alto √† sa√ļde, alertou ele.

Os termog√™nicos n√£o causam depend√™ncia, pois ao inv√©s de “agradar” o c√©rebro, causam irrita√ß√£o, explicou a endocrinologista. “A pessoa pode apenas se sentir cansada se parar de tomar”, disse ela. A profissional lembrou que “n√£o existe medicamento sem efeitos colaterais”. Para ela, deve-se considerar os riscos contra os benef√≠cios. No caso dos termog√™nicos, “a perda de 2kg n√£o supera tudo o que a subst√Ęncia por causar no organismo”.

Emagrecimento saud√°vel
Um estudo desenvolvido pelas faculdades norte-americanas Ucla, Stanford e Harvard descobriu que por meio de um exame na saliva √© poss√≠vel tra√ßar os exerc√≠cios e dieta ideais para determinado indiv√≠duo. Conhecido como Pathway Fit, “o exame faz uma an√°lise do gen√≥tipo e mostra o caminho certo para melhor condicionamento f√≠sico”, disse o endocrinologista T√©rcio Rocha.

Segundo ele, pesquisas mostram que a dieta feita com base no resultado do Pathway Fit proporciona uma perda de peso 3,2 vezes mais intensa do que a comum (sem base em informa√ß√Ķes gen√©ticas). A an√°lise tamb√©m indica os exerc√≠cios mais adequados e, de acordo com Rocha, √© poss√≠vel ganho de 1,8 vezes mais m√ļsculos com as atividades certas. No Brasil, o exame √© chamado de panorama gen√īmico e √© feito nos principais laborat√≥rios do Pa√≠s. “O resultado fica pronto em 30 dias e a pessoa o leva para um nutricionista e um personal trainer”, completou o profissional.

Apesar de os suplementos termogênicos não serem recomendados, café, guaraná, chá branco, canela, gengibre Рtodos termogênicos Рpodem ser benéficos quando consumidos em doses equilibradas. Os alimentos citados não garantem o emagrecimento, mas fornecem energias para a prática de exercícios, de acordo com o endocrinologista Tércio Rocha.

A dica do personal trainer Bruno Franco √© a alimenta√ß√£o em intervalos curtos durante o dia. “Quando voc√™ fica muito tempo sem comer, o corpo entra em um est√°gio de economia de calorias. Se a pessoa se alimenta a cada duas horas, o organismo libera mais calorias, pois sabe que logo elas ser√£o repostas”, explicou. O m√©todo ajuda a acelerar o metabolismo.

Fonte: Terra Sa√ļde

Leucemia tem 83% de chance de cura quando descoberta é precoce

A leucemia, tumor que afeta os gl√≥bulos brancos, √© a principal causa de morte infantil no Brasil e corresponde a 33% dos casos de c√Ęncer que afetam crian√ßas e adolescente, de acordo com o Grupo de Apoio ao Adolescente e √† Crian√ßa com C√Ęncer (GRAAC). Por outro lado, as chances de cura s√£o altas e chegam a 83% quando a doen√ßa √© descoberta cedo e o paciente recebe o tratamento adequado.

A atriz Luiza Valdetaro confirmou nesta sexta-feira (2) que sua filha, Maria Luiza, de 3 anos, foi diagnosticada com leucemia. “Susto e tristeza j√° deram lugar √† f√© e a for√ßa. H√° 20 dias Malu foi diagnosticada com leucemia”, escreveu Luiza no Twitter. A crian√ßa j√° come√ßou o tratamento, segundo a assessoria da atriz.

Casos
O GRRAC informou que 70% dos casos de leucemia que passaram pelo hospital do grupo tiveram um final feliz. Este √© o caso de √Črika Marques, 6 anos, que foi diagnosticada com leucemia h√° um ano. Ao receber a not√≠cia, a m√£e Valdenice Marques ficou sem ch√£o, mas ganhou esperan√ßa durante o tratamento – que pode ser com quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula.

No caso de √Črika, foi indicada a quimioterapia. Ela passou por sess√Ķes di√°rias do tratamento que a deixou sem cabelos e √Ęnimo. O apoio dos pais e da fam√≠lia foram fundamentais para a recupera√ß√£o da menina, que voltou a frequentar a escola normalmente. Agora, ela faz quimioterapia a cada 20 dias.

O caso de Gyslaine Faria, 7 anos, foi mais grave. Aos quatro anos, ela foi identificada como portadora da doença. Na primeira fase do tratamento, Gyslaine ficou internada 42 dias na UTI no GRAACC, pois sua imunidade era muito baixa. Gyslaine fez quimioterapia diariamente por nove meses, perdeu peso e os cabelos. Depois de três anos ela pode deixar a quimioterapia e não está mais doente.

Fonte: Terra Sa√ļde

Equipe faz testes com nova droga contra diabetes nos Estados Unidos

Rem√©dio TAK-875 reduziu a√ß√ļcar no sangue de pacientes em estudo.
Dados sobre a novidade foram divulgados na revista m√©dica ‘The Lancet’.

Um estudo norte-americano apresenta uma nova droga para o mercado de rem√©dios contra a diabetes do tipo 2, doen√ßa que afeta a capacidade do corpo em utilizar o a√ß√ļcar (glicose) dispon√≠vel no sangue para gerar energia. A medica√ß√£o recebeu o nome de TAK-875.

Segundo a pesquisa divulgada na edi√ß√£o desta semana da revista m√©dica ‚ÄúThe Lancet‚ÄĚ, a droga √© capaz de controlar o n√≠vel de a√ß√ļcar em circula√ß√£o sem deix√°-lo baixo demais durante os momentos de jejum — efeito colateral comum a rem√©dios tradicionais para o tratamento da doen√ßa como as glimepiridas.

O tipo 2 √© a forma mais comum da doen√ßa e afeta 90% dos 285 milh√Ķes de diab√©ticos no mundo. √Č causada por uma resist√™ncia do corpo √† a√ß√£o da insulina, a subst√Ęncia respons√°vel por permitir a entrada do a√ß√ļcar do sangue nas demais c√©lulas do corpo.

A droga ainda está em fase de experimentos clínicos, coordenados pela Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan. Na fase 2 dos testes, os pesquisadores contaram com 426 pacientes.

Depois de 12 semanas, os pacientes que tomaram TAK-875 apresentaram queda nos n√≠veis de hemoglobina glicosilada ‚Äď testes sobre essa subst√Ęncia mostram quanto a√ß√ļcar ainda se encontra ligado √† hemoglobina, a subst√Ęncia dentro das c√©lulas vermelhas do sangue que transporta o oxig√™nio.

O medicamento apresentou poucos efeitos colaterais e os n√≠veis de hipoglicemia (pouco a√ß√ļcar no sangue) foram os mesmos que os apresentados por pacientes que receberam placebos.

Fonte: G1

Médico testa nova teoria sobre eficácia de 3 minutos de exercícios semanais

Segundo pesquisas, pessoas com determinada configura√ß√£o gen√©tica podem se beneficiar de sess√Ķes intensas e curtas de exerc√≠cio.

Sess√Ķes semanais de exerc√≠cios intensos, com dura√ß√£o de apenas alguns minutos cada uma, seriam suficientes para que voc√™ obtenha muitos dos benef√≠cios obtidos com horas de gin√°stica convencional, segundo conclu√≠ram estudos recentes.

Mas esses efeitos ben√©ficos sobre a sua sa√ļde e forma f√≠sica s√£o condicionais √† sua configura√ß√£o gen√©tica, ou seja, os especialistas dizem que apenas indiv√≠duos com determinados genes conseguem se beneficiar do programa.

Quando li pela primeira vez estudos que diziam que eu poderia melhorar minha forma física de maneira significativa e mensurável fazendo apenas três minutos de exercícios intensos por semana, fiquei incrédulo.

Mas essa alegação aparentemente absurda tem como base muitos anos de pesquisas feitas em vários países, incluindo a Grã-Bretanha. Resolvi testar a teoria.

HIT
O especialista que me acompanhou durante o experimento é Jamie Timmons, professor de Biologia do Envelhecimento na Birmingham University, em Birmingham, na Inglaterra.

O programa de exercícios chama-se High Intensity Training (Treinamento de Alta Intensidade ou HIT, na sigla em inglês).

Timmons me assegurou de que fazendo apenas tr√™s minutos de HIT por semana durante quatro semanas consecutivas eu notaria mudan√ßas sens√≠veis em v√°rios indicadores da minha sa√ļde.

O primeiro indicador — e o que mais me interessava — era a minha sensibilidade √† insulina. A insulina remove o a√ß√ļcar do sangue e controla a gordura no organismo. Quando ela deixa de produzir efeito, voc√™ fica diab√©tico.

Meu pai era diab√©tico e morreu por complica√ß√Ķes decorrentes da doen√ßa.

Timmons foi enfático. Segundo ele, pesquisas feitas por vários centros mostram que três minutos de HIT por semana produzem uma melhoria de em média 24% na sensibilidade da pessoa à insulina.

De acordo com o especialista, a segunda melhoria que eu provavelmente notaria seria um aumento na minha resist√™ncia aer√≥bica — medida da capacidade dos pulm√Ķes e do cora√ß√£o de bombear oxig√™nio pelo seu corpo.

A resist√™ncia aer√≥bica √© considerada um excelente indicador da sa√ļde futura de uma pessoa, embora os especialistas n√£o saibam explicar por qu√™.

‘O que se sabe √© que trata-se de um indicador muito poderoso da sua sa√ļde futura’, disse Timmons.

Teste genético
Ent√£o, se eu conseguisse melhorar minha sensibilidade √† insulina e minha resist√™ncia aer√≥bica, minha sa√ļde de maneira geral ficaria melhor.

Mas Timmons disse que existia um probleminha em potencial. Segundo ele, havia uma pequena chance de que eu n√£o apresentasse melhoras na minha sa√ļde. N√£o porque o programa HIT n√£o funcione, mas por causa da minha heran√ßa gen√©tica.

Cada pessoa reage a exercícios de forma diferente. Em um estudo internacional feito com mil pessoas, pesquisadores pediram a participantes que fizessem quatro horas de exercícios por semana durante 20 semanas consecutivas.

A resistência aeróbica dos voluntários foi medida antes e depois do programa de exercícios. Os resultados foram impressionantes.

Embora 15% das pessoas tenham conseguido grandes avanços, 20% não apresentaram qualquer melhoria.

Os pesquisadores disseram que não havia indícios de que o grupo que não obteve avanços não tivesse se exercitado adequadamente. A equipe concluiu que o exercício simplesmente não produziu efeitos sobre a resistência aeróbica daquele grupo.

Timmons e seus colaboradores investigaram as raz√Ķes por tr√°s dessas respostas variadas e descobriram que muitas das diferen√ßas podem ser relacionadas a um pequeno grupo de genes.

Com base nessa descoberta, eles desenvolveram um teste genético para prever quem tem mais chances de responder bem ao programa e quem não tem.

Fui convidado a fazer o teste, mas para evitar que minha resposta ao programa de exercícios fosse influenciada, Timmons só revelaria os resultados do teste genético após eu completar o meu programa de HIT.

Concordei. Foi colhida uma amostra do meu sangue. Também fui submetido a alguns outros testes para avaliar como estava minha aptidão física antes de começar o programa. Depois, comecei meu HIT.

A todo vapor
Na verdade, HIT √© muito simples. Voc√™ monta em uma bicicleta ergom√©trica, se aquece fazendo exerc√≠cios moderados por dois minutos, depois pedala a toda velocidade — o mais r√°pido poss√≠vel — por 20 segundos.

Nova sess√£o pedalando por dois minutos para recuperar o f√īlego e, depois, outros 20 segundos pedalando com for√ßa m√°xima.

Uma terceira sess√£o de dois minutos pedalando moderadamente e mais 20 segundos a todo vapor. Pronto, est√° encerrada a sess√£o semanal de HIT.

Mas como é que o HIT funciona? Timmons e outros pesquisadores com quem conversei acham que provavelmente esse tipo de exercício usa muito mais tecido muscular do que exercícios aeróbicos convencionais.

Quando voc√™ faz HIT, n√£o est√° usando apenas os m√ļsculos da perna, mas tamb√©m do parte superior do corpo, incluindo os bra√ßos e ombros.

Como resultado, 80% das c√©lulas musculares do organismo s√£o ativadas em compara√ß√£o a exerc√≠cios como andar, correr ou andar de bicicleta moderadamente — onde estariam sendo ativadas de 20% a 40% das c√©lulas musculares.

Exerc√≠cios tamb√©m parecem ser necess√°rios para quebrar os estoques de glicose do organismo. Eles ficam armazenados na forma de uma subst√Ęncia chamada glicog√™nio. Se voc√™ destr√≥i esses estoques, abre espa√ßo para mais glicose que √© retirada do sangue e armazenada.

Um tanto quando cético, segui o programa de HIT durante quatro semanas, fazendo um total de 12 minutos de exercício intenso e 36 minutos de exercício moderado nesse período. Depois, voltei ao laboratório para ser submetido a novos testes.

Os resultados foram amb√≠guos. Minha sensibilidade √† insulina melhorou significativamente — 24% — o que me deixou muito satisfeito. Mas minha resist√™ncia aer√≥bica n√£o melhorou.

Fiquei decepcionado, mas Timmons n√£o se surpreendeu.

√Č que o exame gen√©tico que haviam feito em mim tinha revelado que eu n√£o responderia aos exerc√≠cios.

Não importa quanto exercício eu tivesse feito, ou que tipo. Minha resistência aeróbica não teria melhorado.

Vou continuar a fazer o HIT porque consigo ver os benefícios. O programa não é adequado a qualquer pessoa porque, embora seja curto, é extremamente intenso.

Antes de tentar qualquer novo programa de exercícios, especialmente se você sofre de algum problema físico, consulte seu médico.

*O médico Michael Mosley apresentou o programa Horizon: The Truth About Exercise, transmitido pela BBC na Grã-Bretanha no dia 28 de fevereiro

Fonte: G1